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SAÚDE

NASF realiza semana de palestras sobre hanseníase

A equipe alcançou aproximadamente 400 pessoas

Postado em 20/07/2019 às 14:15 |

O Núcleo Ampliado da Saúde da Família e Atenção Básica (NASF/AB), juntamente com o Instituto Social Saúde Resgate à Vida (ISSRV), realizaram uma semana de palestras sobre a Hanseníase. A ação contemplou os pacientes das salas de espera das Unidades Básicas de Saúde (UBS's) Oliveiras, Violetas, Boa Esperança e Primaveras, alguns alunos da Escola Municipal de Educação Básica Armando Dias, servidores e grupos de atividades físicas do Parque Florestal e usuários da Academia da Saúde. Ao todo, em torno de 400 pessoas foram beneficiadas.

De acordo com a assistente social Lidionete de Sales, as palestras têm como foco esclarecer dúvidas e, principalmente, eliminar o preconceito em relação à doença. “A gente [equipe NASF/AB] percebeu que mesmo com as diversas ações realizadas na cidade ainda há muitas dúvidas sobre a Hanseníase e, por conta disso, existem diversos mitos e verdades que acarretam, cada vez mais, em discriminação com o portador da doença”, frisa.

A ação trabalha com orientações verbais e folders com uma linguagem bem simplificada para que todos possam compreender o assunto com clareza

HANSENÍASE

Conforme dados da Secretaria de Saúde, somente em 2019 já foram identificados e estão em tratamento 380 novos casos de Hanseníase.  Segundo enfermeira e coordenadora do Centro de Hanseníase, Maria Auxiliadora Freitas Souza, o exame da doença é clínico, não precisa ter manchas para ser detectada e, quando essas são encontradas, realizam-se os testes térmico, tátil e doloroso.

“Nervos espessados também são um alerta para a doença e, em casos mais avançados, a pessoa para de sentir dor porque está com a imunidade muito baixa. Quando isso ocorre a pessoa, infelizmente, já tem sequelas”, esclarece Auxiliadora.

Os tratamentos ofertados pela rede municipal são gratuitos e podem ser realizados com os Paucibacilares, que têm duração de seis meses, ou com os Multibacilares, que são os mais diagnosticados, inclusive para crianças, e têm a durabilidade de, aproximadamente, um ano. Pessoas contaminadas, em estado avançado, sem tratamento, transmitem pelo sistema respiratório enquanto falam, tossem ou espirram.

TRABALHO DE COMBATE

Os trabalhos de prevenção e de avaliações físicas estão sendo frequentes nas escolas, empresas e nas Unidades Básicas de Saúde como, também, a busca ativa por familiares que convivem com o portador da doença.  Somente neste ano, foram realizadas três etapas do mutirão de combate à doença em pontos estratégicos, além da capacitação dos servidores das UBS's e que os preparou para identificarem os casos.

Conforme Auxiliadora, a única forma de bloquear o crescimento no número de pessoas contaminadas é identificando-as para, posteriormente, tratá-las. “Com tratamento, a transmissão é interrompida de 48 a 72 horas”, esclarece.

Em casos de suspeita, os munícipes podem procurar a UBS mais próxima de sua residência ou, até mesmo, o Centro de Hanseníase e Tuberculose, que fica localizado no cruzamento da Rua dos Eucaliptos com a Avenida das Itaúbas (antiga UBS Scholtão).



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